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Gonorreia: conheça sintomas, tratamento e prevenção desta DST

Gonorreia

A gonorreia faz parte da lista das doenças sexualmente transmissíveis; é causada por bactéria e pode atingir homens e mulheres. Basta ter contato íntimo sem preservativo para correr o risco de contrair a enfermidade que provoca infecções constantes na vagina, pênis ou ânus.

E mais: a mãe infectada pela blenorragia – outro nome da gonorreia – pode transmitir o problema ao filho na hora do parto.

Também é chamada de blenorragia, e é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Uma condição altamente contagiosa, especialmente enquanto os sintomas estão se manifestando.

Uretrite gonocócica ou esquentamento são outros ‘apelidos’ da DST que prejudica principalmente a uretra, o canal que liga a bexiga ao exterior.

Para contaminar, a bactéria da gonorreia necessita do contato com a mucosa dos órgãos genitais, garganta ou olhos. Isto é, o contágio tem chance de acontecer por meio do sexo oral também. Lembrando que sexo oral é sexo, ok? Possui riscos.

É uma DST que surge mais em pessoas dos 15 aos 24 anos. Porém, qualquer faixa etária pode ser contaminada.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, ela tem cura graças aos antibióticos. Mas não depende só dos remédios a permanência longe da gonorreia.



Depois de tratado, se o paciente tiver intimidade sem a devida proteção com alguém contaminado, pode voltar a ser infectado.

A má notícia é que, em alguns indivíduos, a gonorreia é mais resistente aos medicamentos, e o habitual tratamento deixa de fazer efeito, dificultando a cura. Muitas vezes, é preciso usar uma combinação de antibióticos diferentes para tentar vencer a doença.

Infelizmente, já existe por aí, em países como a Inglaterra, surto de uma supergonorreia. Ou seja, a doença, que não é recente, tem apresentado mudanças significativas em sua evolução. Mais uma razão para caprichar na prevenção, certo?

O período de incubação é curto, às vezes, de 24 horas; vai do dia da relação sem preservativo até as primeiras manifestações da doença.

Por este motivo, um modo de diagnosticar a gonorreia clinicamente é perguntar quanto tempo depois do sexo a lesão surgiu e se a secreção parece com pus e está sujando as roupas íntimas.

Sintomas da gonorreia na mulher:

  • Corrimento branco-amarelado, similar ao pus
  • Desconforto abdominal constante
  • Queimação ou dor ao urinar
  • Sangramento entre o período menstrual
  • Sangramento após o contato íntimo

Pode haver, ainda, inflamação das glândulas de Bartholin, dor de garganta e problema na voz (faringite gonocócica, em caso de contato íntimo oral), além de obstrução do ânus, se houver relação íntima no local.

Aproximadamente 70% das mulheres não apresentam sintomas de blenorragia.

Sintomas da gonorreia no homem:

  • Queimação ou dor ao urinar
  • Inflamação da pele do pênis
  • Líquido amarelo ou verde saindo do órgão sexual
  • Dor nos testículos
  • Febre baixa

Pode haver também dor de garganta e problema na voz (faringite gonocócica, em caso de contato íntimo oral), além de obstrução do ânus, se houver relação íntima no local.

Ao perceber estes sintomas, procure logo um ginecologista ou urologista para começar o tratamento adequado o quanto antes. Azitrocimina (comprimidos) e Ceftriaxona (injeção única) são indicados para eliminar do organismo a bactéria causadora da gonorreia.

A enfermidade pode evoluir e seguir pela corrente sanguínea, surgindo em outras partes do corpo, causando feridas na pele e colocando em risco glândulas sexuais. Outra consequência possível é afetar ossos e grandes articulações.

É fundamental não manter relações sexuais até a cura. E os parceiros do paciente, mesmo que não tenham sintomas, precisam ser tratados, devido risco de passar a doença para outras pessoas ou contaminar o parceiro de novo.

Beijos, abraços, talheres compartilhados, por exemplo, não transmitem gonorreia. A bactéria não sobrevive fora do organismo humano, embora possa infectar durante qualquer tipo de contato íntimo.

Cuide-se! E até breve com mais conteúdo!

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Fatima

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