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Gravidez Ectópica: confira aqui 13 perguntas e respostas

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma gestação que se desenvolve fora do local normal do útero. Ela pode acontecer fora do útero, no abdômen ou na trompa. A gravidez ectópica deve ser diagnosticada e tratada rapidamente, pois oferece risco à vida da mulher.

Neste artigo, veja uma série de perguntas e respostas sobre a gravidez ectópica, como a gravidez tubária, por exemplo. Saiba quais são os sintomas, tratamento e tudo mais!

1. O que é gravidez ectópica?

A gravidez ectópica é a gestação que se desenvolve fora da chamada cavidade uterina. A cavidade uterina é o local no qual a gestação saudável e normal acontece. A gravidez ectópica pode se desenvolver nas trompas, nos ovários ou ainda dentro da cavidade abdominal.

2. Gravidez ectópica é o mesmo que gravidez tubária?

A gravidez tubária é um dos tipos de gravidez ectópica. A gestação tubária é a que acontece dentro das trompas. No infográfico a seguir, confira a localização do embrião em casos de gravidez tubária:

3. Quais são os sintomas de gravidez ectópica?

  • Teste de gravidez positivo;
  • Sangramento vaginal;
  • Dores abdominais;
  • Ausência do embrião na cavidade uterina, observado por meio de ultrassonografia transvaginal.

4. Gravidez ectópica dura quanto tempo?

A gravidez ectópica não possui um tempo de duração padrão. O aconselhável é que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível para que o embrião seja retirado até as 12 semanas de gestação. Após as 12 semanas, o desenvolvimento da gestação ectópica oferece risco à vida da mulher.

5. Como é o tratamento da gravidez ectópica?

A cavidade do útero é o único lugar do corpo preparado para receber e desenvolver um bebê. Nos casos de gravidez ectópica, como a tubária, por exemplo, o crescimento do embrião pode causar o rompimento das trompas ou o rompimento de outros tecidos, causando uma hemorragia.



O tratamento da gravidez ectópica possui como objetivo retirar o embrião o mais rápido possível. Assim que for realizado o diagnóstico, é preciso intervir para evitar uma hemorragia. O tratamento pode ser por meio de medicamento ou cirurgia, dependendo de cada caso.

6. Quando é preciso fazer cirurgia para tratar gravidez ectópica?

Se o diagnóstico for realizado cedo, não há necessidade de cirurgia. Conforme a explicação do Dr. Belarmino José da Silva, uma gravidez ectópica diagnosticada ainda na 4ª semana de gestação, não precisa de intervenção cirúrgica. De acordo com o Dr. Belarmino, nos casos de diagnóstico precoce, uma videolaparoscopia pode ser usada para retirar o embrião.

“Se for detectado já acima de oito semanas e com ruptura da trompa”, explica o especialista, “a gente precisa fazer uma laparotomia”. Nesses casos, é preciso fazer o procedimento tradicional de abertura do útero, retirada do embrião e limpeza com soro fisiológico para evitar problemas futuros, orienta o Obstetra.

7. O que é videolaparoscopia para tratar gravidez ectópica?

A videolaparoscopia é uma intervenção cirúrgica muito pouco invasiva e que oferece menos danos do que uma cirurgia tradicional. Esse procedimento é semelhante ao de endoscopia, no qual se visualiza a cavidade abdominal por meio de uma videocâmara, podendo também nela realizar intervenção cirúrgica.

8. Como é o tratamento da gravidez ectópica sem cirurgia?

Quando o diagnóstico é realizado muito cedo, ainda nas primeiras semanas, o tratamento clínico é feito por meio de um medicamento chamado Metotrexato.

É preciso também fazer um acompanhamento com exames de sangue em que o médico acompanha a quantidade do hormônio HCG no sangue da gestante. Por meio da avaliação da quantidade desse hormônio é possível saber se a gestação foi interrompida ou se segue se desenvolvendo.

9. Como o Metotrexato age no organismo durante da gravidez ectópica?

Este medicamento é muito usado para o tratamento de câncer, como um medicamento auxiliar da quimioterapia. Entre suas funções, a principal que ajudará a mulher com a gravidez ectópica é o efeito anti-metabólico.

Ao inibir o metabolismo do ácido fólico, este remédio ajuda o organismo a cessar a produção hormonal e química da gravidez, restabelecendo o equilíbrio do organismo e freando o desenvolvimento do embrião. O que se espera é que ocorra um aborto e o corpo da mulher absorva este embrião.

10. Quanto tempo depois da gravidez ectópica posso engravidar novamente?

Como a gravidez ectópica não traz grandes mudanças ao útero, como uma cesariana ou uma gestação normal que não se desenvolveu, é possível engravidar assim que a mulher se sentir confortável para tentar de novo.

11. Quem teve gravidez ectópica pode ter de novo?

Depois de uma gravidez ectópica em que uma trompa foi removida, explica o Dr. Julio Voget, as chances de gravidez diminuem, mas ainda é possível tentar. A próxima gestação, portanto, deve ser acompanhada de perto. Se uma trompa teve dificuldade de mobilizar o embrião até a cavidade uterina, é possível que isso ocorra novamente.

Geralmente deve-se realizar um exame ultrassonográfico entre 6 e 7 semanas de gestação para acompanhar se ocorreu a implantação do embrião na cavidade uterina ou se há uma nova gravidez ectópica.

12. Quem teve gravidez ectópica precisa fazer fertilização in vitro?

Depende muito de cada caso. O útero da mulher possui duas trompas. Se as duas trompas estavam funcionando normalmente antes da gravidez ectópica, mesmo que se retire uma delas para evitar a hemorragia, ainda resta uma outra trompa, que viabiliza a gravidez natural.

Caso a trompa que ainda resta também esteja comprometida ou tenha que ser removida por causa de uma segunda gravidez ectópica, daí então será necessário recorrer à fertilização in vitro.

13. Quais são as causas da gravidez ectópica?

Segundo o Dr. Belarmino José da Silva, as principais causas da gravidez ectópica são:

  • Doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a clamídia;
  • Infecções no útero ou doença inflamatória pélvica;
  • Uso de DIU de cobre, os dispositivos intrauterinos hormonais são mais seguros;
  • Mulheres que já fizeram a laqueadura.

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Até mais e boa sorte!

Sobre o autor

Mariana Mendes

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