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Hiperidrose: causas e tratamentos do suor em excesso

O suor ajuda a manter a temperatura de nosso corpo. É uma espécie de refrigeração natural. Mas, algumas pessoas produzem mais suor, inclusive quando estão paradas. Elas têm hiperidrose, um distúrbio muitas vezes embaraçoso, desconfortável, capaz de levar ao isolamento.

A hiperidrose aumenta a ansiedade e pode se tornar incapacitante. A boa notícia é que existem diversas formas de amenizar a situação e ter uma qualidade de vida melhor. Vou falar sobre isso nos próximos parágrafos.

Existem fatores que normalmente desencadeiam uma quantidade maior de suor. Por exemplo: durante exercícios físicos, momentos de medo, nervosismo e raiva, além, claro, do clima.

No entanto, as glândulas sudoríparas de quem sofre de hiperidrose funcionam de uma forma diferente, provocando o excesso de suor mesmo na ausência motivos anteriores.

As áreas afetadas pelo problema variam. Axilas, palma das mãos, virilha, sola dos pés, cabeça e rosto podem ser acometidos pela hiperidrose. Há quem desenvolva a disfunção no corpo todo.

As causas desta condição são hereditárias, emocionais ou doenças. E ela é capaz de afetar completamente a vida de uma pessoa, da escolha de uma profissão aos seus relacionamentos, momentos de lazer, autoimagem e bem-estar.

Como tratar a hiperidrose

O primeiro passo é procurar um dermatologista, que poderá prescrever:

Antitranspirantes – existem produtos fortes atualmente no mercado que auxiliam no controle da sudorese excessiva.

Iontoforese – é procedimento usa eletricidade para “desativar” a glândula do suor por um tempo, sendo mais indicado para a transpiração nas mãos e nos pés. Basta colocar estas partes na água e ligar uma leve corrente elétrica.

Aos poucos, o médico aumenta a corrente até o paciente sentir formigamento. São necessárias várias sessões de Iontoforese, cada uma delas com 10 ou 20 minutos de duração. Efeitos adversos são raros, mas incluem rachaduras e bolhas na pele.

Remédios – para combater a hiperidrose são administradas drogas anticolinérgicas. Elas servem para inibir a estimulação das glândulas sudoríparas e costumam ter resultados interessantes em alguns casos.
Os betabloqueadores ou benzodiazepínicos são empregados para minimizar o suor exagerado ligado ao estresse.

Mas os remédios não são muito receitados, pois possuem efeitos colaterais, tais como boca seca, tontura e problemas ao urinar.

Simpatectomia Torácica Endoscópica (STE) – é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo recomendado em quadros graves de hiperidrose, principalmente depois que tudo já foi tentado e nada deu certo.

A técnica consiste em “desligar” o sinal que diz ao corpo para suar demais, especialmente em casos que atingem as palmas das mãos ou o rosto. No entanto, sua maior complicação é levar o indivíduo a suar em outras partes do corpo que não apresentavam o problema.

Toxina botulínica tipo A – o tratamento da hiperidrose é feito com aplicação da toxina botulínica purificada na axila, nas mãos ou nos pés. Com isso, é realizado o bloqueio temporário dos nervos que favorecem a sudorese.

Saiba mais sobre a hiperidrose

Se a hiperidrose é nas mãos, axilas e pés, recebe o nome de primária ou focal. É um tipo de sudorese exagerada que atinge de 2% a 3% da população. Menos de 40% das pessoas buscam ajuda médica.

Os médicos acreditam que a maioria dos casos de hiperidrose primária é causada por um problema hereditário, pois nenhuma causa é encontrada.

Quando a sudorese em excesso é provocada por uma condição médica, é chamada de hiperidrose secundária. E pode surgir em somente uma área ou no corpo inteiro.

Conheça alguns problemas e situações que levam à hiperidrose secundária:

• Acromegalia;
• Câncer;
• Certos remédios e substâncias de abuso;
• Condições ligadas à ansiedade;
• Derrame;
• Dificuldades no controle de glicose;
• Doença cardíaca;
• Doença pulmonar;
• Feocromocitoma;
• Hipertireoidismo;
• Lesão na medula espinhal;
• Mal de Parkinson;
• Menopausa;
• Síndrome carcinoide;
• Tuberculose.

Consulte um médico ao apresentar: suor em excesso e sem explicação; sudorese com (ou seguida de) pressão/dor no peito; sudorese com perda de peso; sudorese frequente durante o sono; suor com febre, falta de ar ou taquicardia.

Cuide-se!

Até a próxima…

Sobre o autor

Fatima