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História e origem da cromoterapia: como surgiu o tratamento através das cores?

Cromoterapia história

A cromoterapia – técnica que utiliza as cores do espectro solar para equilibrar e harmonizar a mente e o corpo – é um método muito antigo, cuja origem não pode ser dita com precisão.

Atualmente considerada um tratamento complementar pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cromoterapia tem as suas raízes na mais remota antiguidade e seus conhecimentos vem sendo aprimorados desde então.

Neste artigo falaremos sobre a possível origem da cromoterapia e seu avanço pela história até chegarmos na terapia como a conhecemos hoje. Confira.

A origem da cromoterapia

Como dissemos no início deste artigo, não há exatidão quando o assunto é a origem da cromoterapia, mas de acordo com alguns historiadores a prática da cura através do uso das cores é milenar, tendo sido utilizada por grandes civilizações, como as do Egito, Grécia, China e Índia.

Desde a mais remota antiguidade já se tinha conhecimento da influência do espectro da luz na vida humana e da importância da sua utilização. Acredita-se que o tratamento com o uso de cores tenha sido a primeira terapia empregada pelo homem.

A origem do termo cromoterapia vem da palavra grega “khrôma”, que significa cor.

A história da cromoterapia

Já nos tempos da Atlântida, as doenças físicas, mentais e emocionais eram tratadas com as cores que irradiavam dos cristais.

Havia uma construção denominada Templo da Cura, onde o teto era formado por cristais que formavam símbolos e emanavam cores. Também haviam salas individuais para cura neste templo, cada uma com uma cor diferentes para um fim específico. Essas salas eram usadas para partos, para tratamento de problemas emocionais e para realizar a passagem para outra vida.

Há indícios de que a civilização egípcia também utilizava templos de cura, com salas com janelas feitas de cristal ou vidro e que emanavam as cores do espectro solar. O indivíduo que buscasse tratamento passava por um diagnóstico e depois era direcionado para a sala que emanava a cor de que o seu caso necessitava.

No Ocidente, durante a Idade Média, a cromoterapia sofreu uma queda, pois só era utilizada por iniciados, já que a sua prática era considerada bruxaria pela Igreja Católica.

Em 1665, o físico Isaac Newton descobriu que a luz branca do sol se decompunha em sete cores fundamentais ao atravessar um prisma: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta, cada uma com vibrações e comprimentos de onda diferentes.

Apesar do avanço que esta descoberta trazia, no início do século XIX, a cromoterapia, assim como outras terapias naturais caíram no esquecimento devido ao crescimento da medicina alopática.

No entanto, ainda neste mesmo século, Pancoast resgatou a técnica publicando o livro “A Luz Azul e Vermelha”, em que descrevia experimentos de tratamentos utilizando pedaços de vidro azul e vermelho por onde passava a luz.

Em 1878, Edwin Babbit publicou o livro “The Principles of Light and Colour”, diferenciando de Pancoast por acrescentar a cor amarela ao trabalho e montar cabines chamadas “Thermoline”, onde utilizava a luz direta do sol. Mais tarde, essas cabines foram remodeladas e passou-se a utilizar discos com filtros coloridos e energia elétrica.

Também no século XVIII, o cientista alemão Johann Wolfgang Von Goethe, descobriu em 40 anos de pesquisas que determinadas cores influenciam nosso organismo, assim como também nossa mente e comportamento.

A cromoterapia hoje

Apesar da origem da cromoterapia não ser precisa, os conhecimentos desta técnica foram sendo aprimorados por diversas pesquisas no decorrer da história.

Com o passar do tempo, a técnica sofreu seus altos e baixos, sempre sendo usada como tratamento auxiliar, mas nunca tendo o devido reconhecimento da classe médica.

Atualmente, ela é considerada um tratamento complementar pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pode auxiliar no tratamento e alívio de sintomas de diversas doenças físicas, mentais e espirituais.

Por exemplo, a cromoterapia costuma ter bons resultados no tratamento da insônia e outros distúrbios do sono por meio do uso de cores calmantes. No campo físico, há evidências de melhoras significativas em casos de enxaqueca que forma tratados de forma complementar com a técnica.

Vale ressaltar que a cromoterapia não substitui os tratamentos médicos convencionais e deve ser utilizada como uma terapia complementar. E caso você opte por fazer a terapia, certifique-se de escolher um cromoterapeuta qualificado, com formação e experiência neste tipo de técnica.

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Sobre o autor

Juliana Mitsuda