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Os malefícios da acetona para as unhas

O removedor de esmalte é um elemento essencial para quem deseja ter unhas perfeitas. Todavia, muitas vezes compramos removedores sem atentar para seus componentes e os malefícios da acetona para as unhas.

Para que você conheça, em profundidade, os malefícios da acetona para as unhas, reunimos, neste artigo, o máximo de informações sobre essa substância e, assim, possa tirar suas próprias conclusões quanto a utilizá-la ou não.

Se você deseja saber os riscos a que se expõe ao permitir que esse produto químico entre contato com a sua pele, basta continuar conosco. Boa leitura!

Ressecamento

Você já reparou como ficam suas unhas após utilizar acetona? Elas geralmente ficam secas e com uma película branca que contribui para secar suas cutículas, não é mesmo?

Para impedir que o ressecamento avance, basta cobrir suas unhas com um elemento hidrante que contenha, preferencialmente, óleo de sementes de uva e vitamina E. Todavia, esse ressecamento superficial está longe de ser um dos únicos malefícios da acetona para as unhas.

O que acontece se a acetona entrar em contato com a pele?

A acetona é apenas levemente irritante, de acordo com resultados obtidos em testes de laboratório. A aplicação de 1ml de acetona em um pequeno tubo de vidro a seis voluntários do sexo masculino por 30 a 90 minutos resultou em vermelhidão leve e inchado.



Um dos principais malefícios da acetona para as unhas refere-se ao risco de desenvolver problemas de saúde após a absorção da acetona por meio da pele. Há vários relatos de pessoas, geralmente crianças pequenas, que ficaram doentes após a exposição da pele à acetona presente no gesso colocado em membros fraturados.

Os sintomas experimentados foram semelhantes aos descritos por indivíduos que inalaram grandes quantidades de acetona. Esses relatórios não são considerados relevantes para sustentar que há riscos para pessoas expostas no trabalho.

Solvente

A acetona é o solvente responsável por eliminar as resinas do esmalte. Esse composto também pode ser encontrado em outros produtos, como diluentes e colas. A questão é: você usaria esse tipo de produto químico em suas unhas mesmo após ler isso?

Danos aos rins

Além dos malefícios da acetona para as unhas, seu uso em altos níveis e, inclusive, sua ingestão acidental podem ser a causa de danos aos rins que, por sua vez, podem levar a outros transtornos, tais como a insuficiência renal.

No entanto, isso não acontecerá se ela for usada com o cuidado de jamais exceder as quantidades recomendadas pelos próprios fabricantes. Portanto, fique sempre de olho nas informações contidas em rótulos e embalagens.

Inflamabilidade

A acetona é altamente inflamável. Logo, o melhor é mantê-la o mais longe possível do fogo, especialmente, quando você estiver removendo o esmalte das unhas. Use esse produto apenas em ambientes bem ventilados. Afinal, o odor que a acetona emite também não é muito agradável.

Problemas oculares

Se, porventura, uma gota de acetona cair acidentalmente em seu olho, você pode sofrer distúrbios oculares graves. Para evitar isso, lave os olhos com água fria em abundância até que o calor passe e, se ainda tiver problemas, consulte o seu oftalmologista.

Envenenamento

No caso de inalar acetona em grandes quantidades, (um dos principais malefícios da acetona para as unhas) você pode sofrer dores de cabeça, dificuldade para falar e entrar em um angustiante estado de letargia. Além disso, sentirá irritação no nariz e na garganta que se somará à aceleração nos batimentos cardíacos.

Até mesmo em casos extremos, a acetona pode causar náuseas e vômitos.

Efeitos a longo prazo

Entre os malefícios da acetona para as unhas provocados pelo contato prolongado ou repetido destacam-se:

Quanto a inalação, a maioria dos estudos indicam que a acetona não produz efeitos significativos na saúde após exposição a longo prazo. Em uma série de investigações, diferenças que não estatisticamente relevantes foram observadas em 848 trabalhadores expostos a 1.070 ppm de acetona por 23 anos.

Outro estudo que revisou 18 anos de experiência industrial com funcionários de uma instalação de produção de acetato de celulose não mostrou nenhum aumento significativo da incidência de doenças.

Em outro estudo, não se encontrou nenhum aumento na incidência de doenças e não foram encontradas alterações significativas nos testes clínicos realizados em 60 funcionários que trabalharam por pelo menos 5 anos na indústria de fabricação de fibras de acetato (exposições que variam de 550 ppm a 1.000 ppm).

Para determinar com precisão todos os malefícios da acetona para as unhas, não é possível derivar conclusões das pesquisas que descreveram os efeitos após exposição prolongada.

Esses relatos são limitados por elementos como o pequeno número de trabalhadores estudados, o fato de que essas exposições podem ter contribuído ou casado os efeitos observados e/ou possíveis vieses de autorrelato.

Em uma pesquisa, 110 pessoas foram expostas a uma concentração média de 361 ppm de acetona por uma média de 14,9 anos. Esses indivíduos relataram mais desconfortos (dor de cabeça, náuseas, desmaios, perda de peso, irritação nos olhos) do que o grupo de controle, com pessoas que não foram expostas.

Tampouco tiveram desempenho equivalente em testes neurocomportamentais. Alguns reportes históricos descreveram os efeitos da exposição a largo prazo como irritação no trato respiratório, na garganta, no estômago e, ocasionalmente, tonturas, ataques de vertigem e perda de força.

Multiplicação e acúmulo da acetona no organismo

A acetona é um derivado normal do metabolismo dos animais mamíferos e pode ser virtualmente encontrada no sangue e em todos os órgãos e tecidos. A acetona pode entrar no corpo por inalação, ingestão ou contato com a pele. Ela é metabolizada por uma série de vias metabólicas – as quais são utilizadas pelo organismo para produzir glicose e outros produtos intermediários, com a geração de dióxido de carbono.

A acetona é excretada sem alterações ou seguindo o metabolismo, principalmente na forma de dióxido de carbono. A principal via de excreção é o ar exalado, uma vez que muito poucas quantidades tendem a ser excretadas pela urina.

A excreção respiratória é concluída dentro de 24 horas após a inalação. Sua quantidade excretada sem alteração na urina pode aumentar devido a um aumento da concentração, duração da exposição e a realização de exercícios durante o contato com a pele.

Apresentando tanto controvérsia e alguns inegáveis malefícios da acetona para as unhas, o ideal é evitar o contato. Pelo menos, até que os cientistas cheguem a uma conclusão satisfatória.

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Redação Tudo Ela

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