Doenças Saúde

Melanoma: conheça melhor este tipo de câncer de pele

Melanoma

O câncer de pele assombra cada vez mais pessoas, especialmente com o alto índice de radiação solar.

No entanto, existem diversos tipos de câncer de pele, e conhece-los é importante para saber como prevenir e eventualmente como tratar.

Dentre os tipos existentes, três deles são os mais comuns. São eles:

  • Não melanoma carcinoma basocelular: o mais comum e o menos agressivo. Se desenvolve a partir das células basais do tecido da pele. Tem uma progressão bastante lenta, o que aumenta consideravelmente as chances de cura.
  • Não melanoma carcinoma espinocelular: Menos frequente que o basocelular, porém mais agressivo e com desenvolvimento mais rápido. Pode atingir outros órgãos com um pouco mais de facilidade, merecendo uma atenção especial. Forma-se a partir do desenvolvimento desordenado das células epiteliais e células do tegumento (presentes na mucosa). O diagnóstico rápido é bastante importante para um tratamento com êxito.
  • Melanoma: este tipo de câncer de pele é mais raro. No entanto, de uma agressividade muito maior. Seu desenvolvimento é veloz, e ele espalha-se facilmente para outros órgãos do corpo, podendo atingir inclusive o cérebro e o coração. Assim, o diagnóstico precoce é fundamental para que a cura aconteça.

Assuntos

Melanoma

Conforme dito acima, o Melanoma é um câncer mais raro, porém agressivo. Assim, vale a pena entender um pouco mais sobre este tipo de tumor.

Antes de mais nada, vale ressaltar que o câncer de pele é resultado de uma reprodução anormal e descontrolada de alguma célula da pele. O melanoma, por sua vez, é originário dos melanócitos, que são as células responsáveis por produzir pigmentação na pele.

Além da pele propriamente dita, o melanoma pode desenvolver-se nos olhos, trato gastrointestinal, genitais e mucosas.

O Melanoma pode ser dividido em 4 tipos. São eles:

  1. Melanoma Superficial: dentre os tipos de melanoma, é o menos agressivo e também o mais comum. Sua ocorrência restringe-se à epiderme. Surge como uma pinta irregular em tons de preto ou marrom, e é mais comum em jovens.
  2. Melanoma Nodular: este tipo de melanoma é um pouco menos comum. Apresenta-se como um nódulo, ou seja, uma elevação na pele. Normalmente tem coloração azulada ou vermelha azulada. É mais comum em idosos.
  3. Melanoma Lentigo Maligno: manifesta-se como nódulos bastante elevados, e é bem comum nas áreas de maior exposição ao sol, como rosto, pescoço e braços. Também mais comum em idosos.
  4. Melanoma Lentiginoso Acral: é a forma mais rara dentre os melanomas. Sua aparição mais frequente ocorre nas solas dos pés ou nas palmas das mãos, sendo comum também embaixo das unhas. É mais comum em pessoas asiáticas ou afrodescendentes. Apesar de ser o tipo menos diagnosticado, é o mais agressivo dos melanomas.

Sintomas

O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz e cura do melanoma. Assim, é importante estar atento à pele, prestando atenção a cada alteração sofrida em pintas ou manchas existentes, bem como ao surgimento de novas.

Crescimento de pintas, surgimento de manchas, coceiras sem motivo, sangramentos, feridas que não cicatrizam, entre outros, podem ser sintomas do melanoma ou de outro tipo de câncer de pele.

Assim, é importante ficar atendo e procurar um especialista em caso de qualquer suspeita, por menor que seja.

O melanoma é considerado um tumor agressivo, e ser descoberto em suas fases inciais é um ponto bastante positivo rumo à cura.

Tratamento

A depender do estágio do diagnóstico, o melanoma pode receber diferentes tratamentos.

Os descobertos na fase inicial, chamada de fase zero, são comumente tratados com cirurgia de remoção, pois encontram-se somente na epiderme.

Nos estágios I e II, o tratamento mais utilizado é o de excisão ampla, ou seja, é retirado uma parte maior de pele, para a extração do tumor.

Se diagnosticado no estágio III, significa que o tumor já atingiu os linfonodos. Assim, é necessária, além da excisão ampla, a dissecção dos linfonodos (pequenas estruturas localizadas nos vasos linfáticos, para reter ou ao menos retardar a difusão de bactérias e vírus. Funcionam como filtros para substancias nocivas).

Tratamento auxiliar com interferon (proteína produzida pelos leucócitos para interferir na replicação das células do tumor e estimular a defesa) pode ser muito importante, especialmente para evitar o reaparecimento da doença, conhecido como recidiva.

No estágio IV os melanomas têm chances remotas de serem curados, pois já estão disseminados nos gânglios linfáticos em outras áreas do corpo.

As metástases que tiverem sintomas podem ser removidas com cirurgias. Aquelas que não apresentarem sintomas, no entanto, podem ser tratadas com radioterapia, imunoterapia, terapia alvo ou quimioterapia.

Assim, verificamos que cada tipo de melanoma tem características próprias e tratamentos distintos, a depender do estágio em que se encontram.

O fundamental, no entanto, é um diagnóstico rápido, para que a doença seja descoberta em suas fases iniciais, conferindo maior chance de sucesso ao tratamento e atingindo a cura.

Nenhuma alteração na pele deve ser ignorada. Qualquer coisa suspeita deve ser motivo de consulta ao especialista para verificar se há riscos do desenvolvimento da doença. E claro: a proteção é a melhor forma de evitar. Então, evite exposição ao sol, especialmente sem filtro solar.

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