Comportamento

Mulheres com cargos de liderança são apenas 3% no Brasil

No Brasil, há cerca de apenas 3 por cento da população de mulheres com cargos de liderança no Brasil enquanto homens ocupam quase 70 por cento dos cargos. Este não é um quadro comum brasileiro, em muitos países ainda há desigualdades de gênero, principalmente para inserção de mulheres no mercado de trabalho.

De acordo com a Agência de Notícias do IBGE, responsabilidades por afazeres dificultam a competição igualitária de ocupação de vagas para mulheres. Isso indica um grave problema social, o qual infere à mulher, única e exclusivamente, o dever de criar dos filhos e fazer tarefas do lar. Assim, homens têm vantagem até mesmo na hora da contratação.

Legislação que auxilia as mulheres com cargos de liderança

Em um país onde é necessário leis para assegurar a inserção de mulheres no mercado de trabalho, por meio de cotas que obriga a contratação por empresas, podemos concluir que há muito preconceito a ser combatido.

Essa lei surgiu do fato que mulheres são desqualificadas do cargo, justamente por serem mulheres. Gestores alegam, ainda hoje, que não contratariam mulheres se pudessem, pois estas têm obrigações com filhos, bem como teriam que dar licença à maternidade no caso de gravidez, e isso poderia ser prejudicial para a empresa.



Essa situação mostra como a sociedade discrimina mulheres, e o que é pior, isenta os homens de suas responsabilidades na criação dos filhos e manutenção do lar. Logo, a luta por igualdade de gênero não se reflete apenas na ocupação crescente de mulheres em cargos de liderança, ou a sua inserção no mercado de trabalho.

Também devem ser levantadas questões como o papel do homem como pai e marido. Essa pauta gerou recentemente uma lei aprovada pela Presidente Dilma Roussef em 2016 que amplia o período de licença à paternidade, de 5 para 20 dias.



Porque mulheres não ocupam tantos cargos de liderança no Brasil?

Se existem mais mulheres nas universidades atualmente, por que não há proporcionalmente o mesmo número de mulheres ocupando os cargos de liderança nas empresas?  Essa questão pode intrigar muita gente, e para entender melhor os motivos disso foram feitas pesquisas que constataram que o tema não é tratado de forma relevante dentro das instituições, além de estar enraizada a ideia de que mulheres em algum momento vão deixar a carreira em segundo plano para dedicar-se à família.

Outro motivo para gerar maiores desigualdades entre homens e mulheres para a ocupação de cargos importantes em empresas é a ideia enraizada de que a mulher é o sexo frágil. Atribuindo ao fato de ser mulher e ter períodos hormonais como a TPM, uma diferenciação de inteligência emocional entre homens e mulheres.

O fato é que podem haver tantos homens quanto mulheres com problemas emocionais, ou mesmo com habilidades de tomada de decisões racionais para gerir uma empresa. Isso não está relacionado apenas ao sexo feminino, entretanto isso ainda afeta até mesmo a maneira como as mulheres se sentem em seu trabalho.

As mulheres já provaram que são tão capazes quanto os homens para competir de igual pra igual pelas posições de liderança em empresas. Esse tipo de situação só pode ser ultrapassada a medida em que forem derrubados preconceitos e estereótipos.

Qualidades femininas fundamentais para liderança

Apesar deste cenário ainda apresentar muitos obstáculos para que as mulheres alcancem posições de liderança, algumas características femininas fazem com que o nosso trabalho seja desempenhado com excelência e ainda seja preferido para cargos de liderança.

Uma delas é a intuição feminina. A percepção das mulheres é muito aguçada, e isso faz com que elas atuem na tomada de decisões de maneira racional e eficaz.

Outrossim, as mulheres costumam comunicar-se mais do que os homens, desta forma o diálogo entre chefes e funcionários pode ser melhor quando ocupados por mulheres. Tendo maior resistência à pressão do que os homens, as mulheres mostram um grande desempenho quando ocupam cargos de chefia em empresas.

Além disso, as mulheres são muito mais exigentes quanto ao seu desempenho  e competência, justamente pela dificuldade de alcançar cargos de destaque em uma luta desigual com pessoas do gênero masculino.

Nessa perspectiva, tanto mulheres quanto homens são capazes de ocupar cargos de liderança em uma empresa. Do mesmo modo mulheres podem ter maior senso de organização e sistematização do que homens, e isso pode ser uma grande vantagem para setores da empresa.

Direitos conquistados devido a dedicação feminina

Os direitos da mulher que conhecemos hoje são frutos de constantes lutas e reivindicações das mulheres ao longo do tempo. Por muitos anos as mulheres foram condicionadas à atividades do lar e cuidar dos filhos. Até hoje ideias como “toda mulher deveria ter filhos” ou que  “toda mulher tem instinto materno” são como dogmas para a sociedade.

Porém, a mulher pode escolher se quer ser ou não mãe, apesar de os métodos contraceptivos como as pílulas anticoncepcional terem sido permitidos para uso há poucos anos.

A história da mulher ingressando no mercado de trabalho e tendo autonomia é muito recente. Este é um processo que está ainda em construção. Houve uma época na qual as mulheres não tinham direito de voto, e nem podiam trabalhar ou viajar sem a permissão do marido.

Violência doméstica

Atualmente, as mulheres têm leis que as protegem contra violência doméstica, o que é muito comum infelizmente, assim como o feminicídio. As mulheres foram então conquistando espaço e vez, além de votar, elas ganharam o direito de participar e atuar na política, filiando-se a partidos e candidatando-se.

Felizmente, esses direitos estão garantidos por lei. Apesar de a porcentagem de mulheres em cargos de representatividade política também ser baixa, elas estão asseguradas por leis. Essas leis obrigam aos partidos aceitar um mínimo de mulheres. O mesmo vale para empresas, as quais devem ter uma porcentagem mínima de mulheres em sua equipe de funcionários.

Apesar dessas leis, ainda não há nenhuma que garanta a ocupação das mulheres com cargos de liderança. Dessa forma as mulheres ainda são minoria em cargos expressivos em empresas. Cerca de 16% dos cargos de liderança ou chefia são ocupados por mulheres no país. O número pode ser ainda mais alarmante quando comparado aos dados que mais de 50% das empresas não possuem mulheres em cargos de liderança.

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Redação Tudo Ela

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