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Narcolepsia: causas, sintomas e tratamento

Narcolepsia

A narcolepsia é uma disfunção neurológica que afeta os controles do estado de sono e atividade. Pessoas com narcolepsia sofrem de um excesso de estados de sono intermitentes. Isso inclui episódios de falta de controle sobre a capacidade de ficar acordada ou dormindo durante o dia.

Estes ataques ocorrem de forma súbita, podendo ser em qualquer momento ou durante qualquer tipo de atividade. Em um ciclo de sono típico, entramos nos estágios de sono iniciais, que é seguido por um estágio mais profundo, Em seguida (certa de 90 minutos após), entra-se no estágio REM.

Para pessoas que sofrem de narcolepsia, o REM ocorre quase imediatamente no ciclo de sono, e pode ocorre durante o período em que a pessoa está acordada. O problema é que é neste estágio do sono que a pessoa está em seu estado mais profundo – muscularmente paralisada e sonhando. Por isso a narcolepsia é tão grave, afetando quem possui a condição.

O que causa a narcolepsia?

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A causa precisa da narcolepsia não é exatamente conhecida. Acredita-se, no entanto, que os genes associados à condição já são conhecidos pela ciência. Estes genes controlam a produção química do cérebro que sinaliza os ciclos de sono e de atividade.

Alguns estudiosos acreditam que a narcolepsia ocorre em função da deficiência na produção de uma substância química no cérebro chamada de hipocretina. Além disso, foram descobertas diversas anormalidades em partes do cérebro responsáveis por regular o sono REM.

Estas anormalidades aparentemente contribuem com o desenvolvimento de sintomas. De acordo com os estudos, é provável que a narcolepsia envolva uma série de fatores que exigem interação, para que a disfunção efetivamente ocorra.

Quais são os sintomas da narcolepsia?

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Os sintomas da narcolepsia costumam ser bastante claros, mas muitas pessoas os confundem com preguiça ou outras questões. Por isso, é importante saber identificar estes problemas, para saber quando procurar ajuda. Entre os principais sintomas, estão:

Excesso de sono diurno: em geral, o excesso de sono diurno interfere atividades normais do cotidiano. Isso ocorre caso a pessoa que sofre de narcolepsia tenha ou não uma boa noite de sono antes. Muitas vezes, o sintoma é acompanhado de falta de energia e concentração, assim como lapsos de memória e variação do humor. Em alguns casos, o sono é acompanhado de exaustão extrema injustificada.

Cataplexia: este sintoma consiste na repentina perda sobre o controle da musculatura, que leva à sensação de fraqueza e descontrole. Sua intensidade varia muito – podendo ir desde a fala embaralhada até o colapso absoluto do corpo. A intensidade depende dos músculos envolvidos, e é – muitas vezes – ativado por emoções intensas.

Alucinações: normalmente, as experiências ilusórias vividas por quem sofre da condição são vívidas e assustadoras. Seu conteúdo tende a ser primariamente visual. Podem ocorrer tanto nas ocasiões de sono repentino, quanto em momentos em que a pessoa está, de fato, acordada.

Como a narcolepsia é tratada?

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Embora não haja cura para a narcolepsia, os sintomas mais problemáticos da condição podem ser tratados, na maioria dos casos. Há medicamentos capazes de tratar a cataplexia, o nível anormal de sono REM e o excesso de sono. Para isso, utiliza-se estimulantes e droga antidepressivas, que tratam cada sintoma separadamente.

Novos medicamentos e estudos costumam ser realizados com frequência a respeito do assunto. Há drogas em fase experimental que buscam garantir uma noite melhor de sono, com o objetivo proporcionar dias mais ativos para quem apresenta a condição. Embora isso não signifique a solução absoluta, é uma boa notícia, que demonstra o esforço por uma cura.

Quem sofre de narcolepsia deve realizar alguns ajustes em sua rotina. Entre eles, evitar cafeína, álcool, nicotina, refeições pesadas e organizar uma rotina consistente costumam ajudar bastante. Muitas vezes, cochilos curtos programados durante o dia auxiliam a controlar melhor a perda de controle súbita.

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Sobre o autor

Pedro Henrique Ferreira Mendes