Cabelos

Novo corte mullet: veja como a moda voltou!

Atualmente, poucos cortes de cabelo são tão controversos quanto o novo corte mullet. Ele atingiu o pico de popularidade nas cenas de rock e punk dos anos 70 e 80. Mas nos dias de hoje, não é tão amplamente aceito decidir manter a frente do seu corte curto, enquanto tufos longos de cabelo gentilmente acariciam sua nuca ao mesmo tempo.

Há, no entanto, alguns sinais de que o penteado está ressurgindo no mundo todo, especialmente nos círculos mais modernos e na comunidade queer.

Vamos comentar um pouco sobre a história do mullet e saber como isso “fará a cabeça” das mulheres e dos homens novamente.

Quando surgiu o mullet?

Nas décadas de 80 e 90 vimos alguns desses cortes na televisão adornando as cabeças das celebridades. Brad Pitt acha que sua carreira deslanchou depois da audição que fez para participar do filme Thelma & Louise usando esse cabelo. Por aí já dá para notar o quanto as pessoas achavam esse visual “poderoso”.

Para todos os homens e mulheres da época, o mullet teve efeitos profundos e duradouros em suas vidas. No entanto, o penteado curto e comprido ao mesmo tempo pode ser o corte mais controverso da história. Mas onde isso começou mesmo?

O início de tudo

Embora não tenha a mesma proveniência arqueológica de hieróglifos ou ossos de dinossauros, historiadores que já comentaram sobre o assunto, acreditam que há ampla evidência para sugerir que o corte vem acompanhando a humanidade por séculos.



Os neandertais podem tê-lo feito para manter o cabelo longe dos olhos e proteger o pescoço do vento e da chuva. Estátuas gregas que datam do século VI  ostentam o corte. Civilizações antigas na Mesopotâmia e na Síria também.

A maioria dessas populações adotou o corte para fins práticos: proteção contra os elementos e visibilidade. Mas a linhagem direta do novo corte mullet até os dias de hoje pode ser rastreada pelos nativos americanos. Eles frequentemente usavam o cabelo curto na frente e o mantinham por muito tempo nas costas como sinal de sua força espiritual.

O estilo acabou sendo apropriado pela cultura ocidental e chegou aos quatro cantos do mundo. Inclusive, as perucas coloniais, particularmente as de George Washington, são um pouco parecidas com o mullet.

O causador de tanta polêmica permaneceu adormecido durante grande parte do século XX. A conformidade levou a cortes precisos e práticos para homens e estilos tradicionais para mulheres.

Isso começou a mudar na década de 1960, quando os movimentos de contracultura expressaram suas inclinações em seu modo de se vestir. Cabelos longos se tornaram comuns. Na década de 1970, os artistas que pareciam se mostrar ainda mais audaciosos experimentaram algo “diferente”. Começou com David Bowie.

Sua popularidade atraiu a atenção para o novo corte mullet, embora ainda não tivesse um nome. A chegada da MTV levou a uma exposição ainda maior, que logo migrou para outras mídias. No entanto, isso não perdurou por muito tempo.

Como a maioria das coisas na moda, isso não foi o fim do corte. Ele fez ressurgimentos periódicos ao longo dos anos, até chegarmos nos dias de hoje. Alguns hairstylists não são a favor desse visual. Geralmente eles dizem que serve apenas para pessoas que estão um pouco confusas, que gostam de cabelos compridos, mas que não querem carregar a imagem. “Nonsense” é o nome que dão ao mullet.

Contudo, para outro grupo de profissionais, o apelo é duradouro. Para se ter uma ideia, em Kurri Kurri, uma pequena cidade mineira na Austrália, acontece o Festival do Mullet, uma celebração ao corte, onde seus admirados se encontram e comemoram.

O novo corte mullet está de volta e não há que alguém possa fazer sobre isso

Então, por que não se render a esta festa desgrenhada na cabeça? O look atualizado está longe de ser o “meio longo” antes ridicularizado.

O mullet moderno que podemos ver nas passarelas e em algumas revistas de moda esse ano é mais punk e rock’and’roll. Também é muito mais sutil, onde as proporções não são tão exuberantes.

Então, por que voltar agora? Culpa da moda cíclica. Podemos atribuir essa recente onda de nostalgia dos anos 90 nas passarelas, como um fator importante para o ressurgimento do corte.

A mídia social, é claro, também desempenha um papel importante. Com a ilusão de perfeição projetada nas redes e a fascinação que os fãs têm de imitar seus ídolos, é fácil entender o porquê de o mullet ser o máximo.

O novo corte mullet acrescenta um pouco de singularidade a cada pessoa que a usa. Também é versátil na maneira que permite que as mulheres façam uma “revolução” na aparência.

Como conseguir um corte perfeito com o mullet

De fato, não são todos os cabeleireiros que estão preparados para o ressurgimento desse visual. Para falar a verdade, muitos nem sabem do que se trata exatamente.

O primeiro passo para conseguir obter o corte que espera é procurar por um salão de beleza onde os profissionais estejam cientes das técnicas e dos truques para o corte.

Uma boa dica, que pode ajudar a entender melhor como o mullet funciona para os diversos biótipos, e para ficar mais fácil ter a aparência perfeita no corte, é não fazer a mudança de uma vez.

Nada de transição “brusca” do curto para o comprido. Converse com o seu hairstylist sobre as possibilidades e métodos de corte para conseguir o visual mais natural possível. Comece com um afunilamento, algo do tipo degradê. Esse desvanecimento fará com que a primeira impressão não seja chocante. Assim, conforme for crescendo, dá para ir moldando melhor.

Veja abaixo como o novo corte mullet funciona para os mais diversos estilos e formatos de rosto.

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