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Entrevistas Saúde

Outubro Rosa e o Relato das Guerreiras: a história de Roseli

Outubro Rosa é uma campanha mundial de prevenção contra o câncer de mama, doença que atinge milhões de pessoas em todo o planeta. É muito importante que mulheres e homens saibam como fazer o autoexame e se preocupem em realizar consultas de rotina. Pois atitudes simples que podem fazer muita diferença.

Quer saber mais sobre como prevenir o câncer de mama? Confira:

Por isso, para contribuir para esta campanha, o Tudo Ela realizou uma série de entrevistas com mulheres que estão em luta contra o câncer de mama. Inclusive, há mais quatro relatos na série, você viu? Olha só:

“Quero cuidar de mim, eu sou nova ainda, tenho 48 anos”, diz Roseli, de Campinas, interior de São Paulo, “quero viver muito ainda”.

O Hospital de Amor

Em abril de 2018 Roseli foi ao médico para ver o resultado dos seus exames de rotina. Estava há dois anos sem fazer mamografia. E, foi no Hospital de Amor, em Campinas, cidade do interior de São Paulo onde mora, que obteve a notícia: estava com câncer de mama. Carcinoma invasivo grau 2 estágio 1, especificamente.

“O chão parece que se abriu, eu tava sozinha ainda”, conta Roseli, “Foi muito difícil, muito difícil mesmo, mas Deus me deu força”. Agora espera que o nódulo de quase 2 cm na mama esquerda diminua com o tratamento iniciado em agosto, no Hospital da PUC da mesma cidade. “O protocolo do doutor foram 4 vermelhas e 12 brancas”, diz, “já estou indo para terceira vermelha”, explica.

A quimioterapia é um dos tratamentos mais comuns contra o câncer. De acordo com o Hospital de Amor em Barretos, os quimioterápicos, medicamentos utilizados nesse tipo de tratamentos, são substâncias químicas que matam as células cancerígenas. Pode ser aplicado misturado ao “soro” diretamente na veia ou em comprimidos.

A quimio de Roseli é conhecida como neoadjuvante ou prévia. Isso indica que seu objetivo é diminuir o tumor para realizar a cirurgia ou radioterapia em seguida. Em fevereiro está prevista a operação para a retirada do nódulo.

Os efeitos adversos do tratamento incomodam. Roseli sente náusea, dor no corpo e queimação no estômago. Contudo afirma:”Esses efeitos são suportáveis”.

Mudando de vida

“Mudei a minha alimentação, quando descobri a doença, deixei de fumar”, relata. Roseli fumava há quase 30 anos. Quando descobriu a doença, fez um propósito com Deus.

“Se estou tomando remédio para matar células cancerígenas, como posso fumar? As substâncias do cigarro alimenta as células malignas”, argumenta. “No começo foi difícil, tive algumas recaídas, acendia dois num dia”, narra ela. Hoje já está a 4 meses sem fumar. E acrescenta :”Não sinto falta dele não”.

A prioridade agora é se cuidar. Evidentemente, a vida se transformou: “Agora eu tô focada no meu tratamento, né, quero cuidar de mim, eu sou nova ainda, tenho 48 anos, eu quero viver muito ainda”.

Uma rede de afeto

“Meu esposo e meu filho tem apoiado muito”, fala Roseli. Mesmo que não a acompanhem em todas as consultas por causa do trabalho, dão apoio e carinho no dia-a-dia. Já a mãe faz companhia a ela em todos os exames.

O grupo nas redes sociais também é um espaço de acolhimento. Assim como Cristiane, Roseli entrou no grupo e encontrou muitas pessoas receptivas e acolhedoras. Sobre o amparo recebido, relata: “Eu sei que cada caso é um caso, mas tenho aprendido muito com as meninas. Uma dá força para outra, uma motiva a outra, todas são atenciosas. Ontem tava tão preocupada com o exame, elas explicaram como era feito, tranquilizou muito. Até minha alimentação mudou com as dicas de cada uma, tenho todas como se fossem da família”.

Autoestima machucada

A questão da autoestima é muito comum entre as mulheres com câncer de mama. Deixar de cultivar os cabelos pode impactar. Rose ainda tem dificuldades em aceitar a aparência, ficar sem os cabelos e sentir-se inchada por causa dos remédios incomoda muito: “Durmo de lenço, não deixo meu esposo me ver careca, só meu filho”. Apesar disso, não se entrega: “Tento me arrumar com chapéus, brincos”.

Entre a esperança e o medo

Há alguns dias Roseli teve que ir ao médico porque estava sentindo muitas dores. Os doutores explicaram que os linfonodos contaminados poderiam ter atingido outra área do corpo. Os pulmões, no caso. “Tô com medo”, confidencia.

No dia 11 de setembro fez um tomografia para avaliar a situação do pulmão. Na véspera contou: “Nem dormi essa noite, muita preocupação”.

A apreensão transforma a maneira de ser e de pensar: “Me sinto mais nervosa, às vezes confiante, passa muita coisa na cabeça… As pessoas me olham com piedade”. Nessas horas é importante buscar outras coisas para pensar. Neste sentido, a fé ajuda muito, pois traz um sentimento reconfortante. Num dia que estava mal, avisou que ia sair um pouco: “Se fico em casa só penso nessa doença, vou me arrumar e ir na igreja”.

Guerreira sim

Certamente, passar por uma doença como o câncer de mama não é algo simples. Ter medo, ser refém da angústia é normal. O importante, porém, é voltar a pensar positivo e manter as energias renovadas para seguir com o tratamento. “Tenho muita fé, mas sou fraca, medrosa”, desabafa.

No entanto, a fraqueza não está em sentir-se em insegura às vezes. Sem dúvidas, Roseli segue firme. Quando sai de casa e deixa os pensamentos ruins para trás, quando continua fazendo o tratamento e quando se cuida. E também segue firme quando adota hábitos mais saudáveis. Em sua resistência, agarra-se ao tratamento, à fé e ao amor dos que estão ao seu redor. Sim, Roseli é forte e as mulheres que lutam contra o câncer de mama não são chamadas de guerreiras à toa.

 

Ajude a divulgar a história dessas guerreiras e compartilhe nas redes sociais. Uma atitude simples pode fazer com que mais pessoas realizem a prevenção, além de ajudar muitas mulheres que estão passando por isso hoje.

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