Nutrição Saúde

Saiba tudo sobre o sal celta e suas principais propriedades

Aquele frasquinho com sal que habitualmente você tem na mesa de suas refeições, seja em casa ou em algum restaurante, pode lhe parecer coisa normal. E hoje efetivamente é, a ponto de pesquisas apontarem que alguns sais são melhores, como o sal celta, essencial para a saúde humana.

Nem sempre, porém, foi assim. O sal, escasso, já foi causa de muitas guerras e invasões, enriqueceu nações e acabou com outras, e foi até mesmo usado como pagamento de soldados em guerra. Essa é a origem, por exemplo, da palavra salário – vem do sal.

Elemento essencial à vida, pois, sem o sódio, nosso corpo não subsistiria, o sal pode ser muito bom ou prejudicial à saúde. Por isso é importante conhecê-lo bem, pois da sua boa utilização pode depender nossa qualidade de vida.

Sem industrialização, apenas pela evaporação

O sal pode ser resumido como consequência de uma reação química entre o ácido clorídrico e a soda cáustica. Isso normalmente ocorre com a água do mar, mas, aí começam as diferenças.



É que existem outros sais que não vêm da água do mar, mas de jazidas subterrâneas e até jazidas praticamente ao ar livre. A cidade de Salzburgo, Áustria, a centenas de quilômetros do mar, foi fundada em torno de jazidas de sal.

Estes outros sais, conhecidos como sal marinho devido ao processo de produção por simples evaporação, existem com diferentes denominações: sal do Himalaia, sal Flake, sal Italiano, sal Havaiano e o sal celta, este originário do Noroeste da França.



Excelente também na culinária

O sal celta, assim como os demais sais marinhos, não passa pelo processo industrial de refinamento e, por isso, é livre de aditivos artificiais e conserva cerca de 80 nutrientes naturais, todos essenciais ao organismo humano.

Originário da região de Guérande, a Noroeste da França, é de cor acinzentada, quase roxo, típico da argila local. Ele ainda é recolhido à mão, como faziam tradicionalmente os Celtas, e produzido a partir da simples evaporação da água marinha.

Nos últimos tempos, ganhou notoriedade por suas qualidades nutricionais e chegou à alta culinária, por ser rico nesses nutrientes, especialmente o magnésio, e totalmente natural.

Sal rico em minerais essenciais

Na culinária francesa, é bastante empregado no preparo de macarrões e até vegetais, como saladas. Também as carnes, como o nosso churrasco ou peixes assados, usam muito o sal celta.

Dos muitos nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo humano, pode-se destacar o sódio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, cloreto, zinco e cobre. São muitos os seus benefícios à saúde, destacando-se:

  • Rico em potássio, permite o bom funcionamento muscular e evita cãibras;
  • Combate a depressão, graças à melatonina e serotonina que ajudam na preservação de hormônios do corpo;
  • É ótimo auxiliar do coração, pois ajuda na regulação dos batimentos e pressão arterial;
  • Muito bom no controle do diabetes, pois ajuda a controlar os níveis de insulina;
  • Excelente para quem quer perder peso, pois sua rápida ação em auxílio à digestão faz também com que os alimentos sejam rapidamente expelidos pelo organismo.

Sal celta ativa informações cerebrais

O sal celta ainda é alvo de estudos por diferentes institutos de pesquisas, mas, já existe comprovação dos benefícios que provoca ao organismo. Seus cerca de 80 minerais e nutrientes essenciais ajudam a manter o equilíbrio eletrolítico do organismo.

É este equilíbrio que faz nosso organismo funcionar de forma estável. Estes minerais, como o sódio, fazem a transmissão das informações do cérebro às células nervosas, essenciais à vida. Esta boa transmissão permite o bom funcionamento da:

  • Frequência cardíaca;
  • Pressão arterial;
  • Tensão muscular.

Sal refinado provoca doenças renais

Se mantivermos estes itens essenciais à vida em bom funcionamento, teremos nosso organismo trabalhando como uma máquina muito bem azeitada. Na média, segundo informa a Organização Mundial da Saúde, o brasileiro está comendo duas vezes mais sal do que o recomendado.

Só que comemos o sal errado. Em vez do sal marinho bom à saúde, como o sal celta, consumimos o sal refinado, esse sal branco que normalmente está à nossa mesa. E este sal, que perdeu seus nutrientes essenciais no processo industrial de refinamento, tem sódio além da conta.

Este consumo excessivo do sódio vai resultar em doenças como a insuficiência renal e, também, as conhecidas pedras nos rins, hoje cada vez mais comuns.

Combate a acidez e evita doenças graves

Aquele balanço eletrolítico que falamos anteriormente só será obtido com um sal marinho como o sal celta. Este equilíbrio em minerais evita a sobrecarga aos rins.

Diversas pesquisas já comprovaram que algumas doenças, entre elas o câncer, resultam de um ambiente excessivamente ácido no organismo para se desenvolverem.

Ao promover a correta alcalinização corporal, regulando os fluídos, o sal celta ajuda a combater esses riscos de acidez excessiva nos fluídos humanos. Efeito que é contrário ao que provoca o sal refinado, este sim altamente nocivo à saúde.

Melhora o funcionamento orgânico

Está também comprovado que os minerais e nutrientes encontrados no sal celta reforçam as defesas do organismo, fortalecendo o nosso sistema imunológico natural. Isso dá mais vigor ao corpo humano.

Outro grande benefício proporcionado pelo sal marinho é a melhoria no sistema de circulação do sangue no organismo. É o sangue o encarregado de levar o oxigênio a todas as partes do nosso corpo e, ao circular melhor, auxilia na melhoria geral.

É que, se não receber sangue e oxigênio na dosagem correta, o organismo trabalha em ritmo mais acelerado, aumentando o seu desgaste. Somente este processo de melhoria orgânica já justifica o uso do sal celta.

Bom contra o envelhecimento precoce

O corpo humano de uma pessoa de tamanho normal possui, em média 250 gramas de sal. Mas, as atividades diárias fazem com que parte deste sal seja perdido e, se não o repormos também diariamente, ficamos com deficiência.

Só que não sentimos a falta deste sal no organismo como, por exemplo, sentimos fome. A carência de sal virá sob a forma de anemia, fraquezas ou dores de cabeça. A reposição, entretanto, deve ser correta e o sal celta é o mais indicado, por ser natural e complementar nossas necessidades essenciais.

Por fim, é preciso dizer que o sal marinho, como o sal celta, ajuda a retardar o envelhecimento precoce. O magnésio presente – que não tem no sal refinado – ajuda no equilíbrio dos líquidos da pele, mantendo-a mais firme, jovem e flexível.

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Redação Tudo Ela

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