Datas Comemorativas

Significado do Natal: sua origem e seu surgimento

Todo mundo já sabe, se não sabe desconfia: Natal é a comemoração do aniversário do nascimento de Jesus, que na verdade não nasceu nesta data e ninguém sabe apontar com certeza o dia ao certo, é uma mistureba com cultos pagãos e é motivo de comemoração especialmente dos comerciantes que vendem horrores nesta época. É o que talvez você ache, certo? Mas saiba que essas noções sobre o significado do Natal, a história de sua origem, pode conter percepções equivocadas, simplificações fáceis e injustas, não que estejam de todo erradas.




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Para se fazer essa análise é fundamental conhecer um pouquinho mais sobre as origens do significado do Natal, se aprofundar um pouco mais sobre o tema. E que melhor época para fazer isso do que agora, tão próximo de mais uma visita do bom velhinho?

Aliás, (parágrafo com alto teor de ironia) e como esse velho de cores comunistas espalhando o seu odioso programa de socialização de brinquedos para as crianças de todo mundo começou a invadir nossos lares, nesta época, pondo em perigo a família tradicional brasileira?

E o pinheiro? Não, não o Esporte Clube Pinheiros, o pinheiro de Natal, a árvore, o que tem a ver com o nascimento de cristo, de onde surgiu?




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E a troca de presentes? Onde se encaixa no significado do Natal?

Tire todas essas dúvidas sobre o significado do Natal a seguir.

Sobre a data

Comecemos pela data que normalmente é o gancho que levanta contrariedades sobre a história, sobre o sentido, sobre o significado do Natal.

Na cultura cristã, o que a mais ignorante de suas amigas sabe: o nascimento de Jesus. Mas provavelmente ele não nasceu nesta data, historiadores apontam que dezembro é um dos meses em que menos apostariam suas fichas, já que nesta época no local indicado como berço do símbolo cristão faz bastante frio, o que seria um considerável impeditivo para que pastores estivessem vigiando seu rebanho, conforme o relato de Lucas, capítulo 2, versículo 8. A data mais crível seria entre abril e junho.

Mas isso não pode ser argumento suficiente para decretar o feriado como uma grande farsa, afinal se ninguém tem certeza da data exata, algum dia teria que se comemorar o nascimento de figura tão central na religião mais influente da história, certo?

Mas entre tantas datas, porque 25 de dezembro?




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É talvez daí que surja certo incômodo de alguns com este feriado. Uns por entenderem que houve mistura nociva com outras religiões, outros por perceberem apropriação cultural.

A data foi oficializada pelo imperador romano Constantino, imperador que transformou o cristianismo na religião de Roma durante seu governo entre 306 e 337. Ocorre que mudanças de hábitos, de cultura não ocorrem assim do dia para noite, por mais que seja a vontade do autoritário de plantão. Não dá para deletar da memória das pessoas a cultura pré-existente a que foi instaurada.

Parcela expressiva da população de Roma mantinha suas tradições pagãs, que se mantinham vivas especialmente pelas celebrações a seus principais símbolos. Dezembro era o mês que se comemorava festas relacionadas ao solstício de inverno, que entre 21 e 22 do décimo e segundo mês, no Hemisfério Norte, os dias recomeçam a ser “maiores” que a noite; eram tratados como uma vitória simbólica do sol sobre as trevas. Também em dezembro se comemorava o festival da Saturnália, onde os romanos pagãos trocavam presentes entre si.

E para completar o circuito de festa, 25 de dezembro celebrava-se a grande festa solar, o Dia do Nascimento do Sol Invicto.




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Ou seja, o mês dos sagitarianos era uma espécie de carnaval e para aproveitar esta cultura de folia, para aproximar os cidadãos romanos com os elementos chaves da nova crença, determinou-se que o Natal cristão fosse comemorado no mesmo dia de um dos principais eventos do paganismo.

Mas houve outra motivação para a escolha da data. Seu Constantino, que não era nem um pouco bobo, associava a sua figura com o divino e achou bem oportuno fundir na mesma data o nascimento de duas entidades divinas, a do sol vitorioso e a do filho do Deus cristão. Assim, comemorava fazia o festejo agradando gregos e troianos e atendendo os seus propósitos.

Mas refletindo a respeito, no tocante ao dia 25, é justo apontar que houve uma absorção de elementos de outra cultura ou somente uma fusão de datas?

E o comunista de saco cheio?

Ou seria o funcionário da Coca-Cola? Vamos por partes sobre este tópico do significado do Natal. A fim de clareza, a figura em questão é o São Nicolau, Santa Claus.




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Nada?

Papai Noel.

Sim, de onde surgiu o velhinho barrigudo, com roupa espalhafatosa, conduzindo um trenó com renas voadoras, invadindo chaminés alheias e carregando um pesado saco repleto de brinquedos para entregar as crianças que se comportaram bem durante o ano? Mais ainda: como se inseriu neste feriado religioso?

O mito vem do protestantismo. Os mais puritanos dessa corrente da religião mais pop não engoliam muito bem essa história de Natal, pelos menos do modo como estava sendo comemorado. Achavam que estava se paganizando demais e não curtiam nem um pouco a representação de figuras sagradas, ato infalível nas peças dramáticas de fim de ano sobre o nascimento de Jesus.

Tais puritanos conseguiram até mesmo proibir o Natal na Inglaterra, em 1644, e nos EUA em 1659. Mas não demorou muito para que ingleses e americanos derrubassem a restrição. Uma forma dos protestantes atenuarem, distinguirem o seu Natal da dos católicos foi o de introduzir novos elementos, outras figuras evitando, assim, tocar, retratar as entidades sagradas.

Nisto, que surge a figura do bispo, nascido na Turquia em 280 d.C, chamado Nicolau. A sua fama se deu devido a seu bom coração. Costumava distribuir saquinhos com moedas de ouro próximas as chaminés de pessoas pobres.

A sua ligação com a infância tem origem um tanto sinistra: conta-se que o velho Nicolau, que depois veio ser canonizado, ressuscitou três crianças assassinadas.

Tal currículo fez com que fosse eleito o santo a se celebrar no Natal e a de ter funções atrativas para a criançada. Como a construção de seu mito junto ao feriado surgiu na potência bélica e econômica mais influente de nossa era, passou a ser difundido em outras culturas ao longo do século XX. O seu batizo de santo, São Nicolau, ganhou o nome de Santa Claus nos EUA, de Papai Noel no Brasil e de Pai Natal em Portugal.

Sobre a Coca-Cola

Mais do tópico “bom velhinho” da pauta significado do Natal: a associação que se faz com o famoso refrigerante de cola se deve a uma campanha publicitária promovida pela marca, em 1931, que utilizou a versão de cores vermelha e branca do Santa Claus, criada pelo cartunista alemão Thomas Nast (Nast fez seu modelo de São Nicolau em 1886 para a revista Harper’s Weeklys. A primeira versão do Papai Noel usava roupas de inverno na cor marrom ou verde escura). A campanha fez mega sucesso e cristalizou a caracterização do ícone nas cores vermelha e branca pelo mundo inteiro.

A árvore

Continuando sobre significado do Natal, ou significados do Natal, a introdução do pinheiro enfeitado como um dos símbolos desta data seguiu a mesma lógica do bom velhinho, ou pelo menos teve o mesmo estímulo: a de assegurar a iconoclastia das celebrações protestantes.

Acredita-se que a tradição tenha se iniciado na Alemanha de 1530 e que foi incentivada por nada mais e nada menos do que Martinho Lutero.

Considerações finais

O significado do Natal é a celebração do aniversário de nascimento de Jesus Cristo. Porém a data de 25 de dezembro provavelmente não corresponde ao dia exato do nascimento de Jesus, mas como não se tem certeza sobre qual seria essa data, achou-se por bem, para criar, manter e difundir uma tradição cristã definir uma data, que foi 25 de dezembro.

Porém essa data não foi escolhida ao acaso, mas com cálculo político do imperador romano Constantino para facilitar a disseminação da nova religião oficial do império por entre os pagãos da época.

Papai Noel e árvore de Natal são contribuições dos protestantes que, para se distinguir dos católicos, decidiram introduzir outros elementos no Natal a bem de defender o princípio de iconoclastia.

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