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Síndrome de cushing: Causas, sintomas e tratamentos

Síndrome de cushing

Aumento de peso, acúmulo de gordura na região abdominal e rosto, estrias, pele oleosa e acne parecem ser problemas simples que podem acometer qualquer pessoa.

No entanto, eles também podem ser sintomas da síndrome de cushing, distúrbio ocasionado pelas altas concentrações de cortisol no sangue.

De difícil diagnóstico por apresentar sintomas inespecíficos, ela é facilmente confundida com outras doenças, mas é mais comum do que se imagina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 50 mil pessoas vivem com essa doença atualmente.

Quer saber mais sobre a síndrome de cushing? Leia este post e saiba tudo sobre esse distúrbio, assim como suas causas, sintomas e tratamentos.

O que é síndrome de cushing

Também conhecida como hipercortisolismo, a síndrome de cushing é uma doença provocada pela alta concentração do cortisol – o hormônio do estresse.

Esse hormônio é produzido pela glândula suprarrenal em situações de limite e de estresse e desempenha funções importantes no organismo, como manter a pressão arterial, regular a produção de glicose e manter o bom funcionamento do sistema imune.

No entanto, em grandes quantidades no corpo, esse hormônio está relacionado ao acúmulo de gordura e perda de massa muscular. Na realidade, tanto a ausência como o acúmulo do cortisol pode trazer complicações para saúde, entre elas, a síndrome de cushing.



Causas e fatores de risco

Como dissemos acima, a síndrome de cushing é causada pelas altas concentrações de cortisol no sangue.

O aumento anormal dos níveis desse hormônio pode ser causado por dois motivos: o uso excessivo de medicamentos com corticoide e a produção exagerada de cortisol pelo próprio organismo, ocasionada por algumas doenças, como tumor nas glândulas suprarrenais, por exemplo.

Além disso, há alguns fatores de risco que contribuem para o surgimento da doença.

O uso de prolongado de medicamentos a base de corticoide tem relação direta com o aumento da chance de desenvolver a doença. A função dessas substâncias no organismo é justamente elevar os níveis de cortisol no corpo, no entanto, se a concentração do hormônio fica alta durante um tempo prolongado, os sinais da síndrome de cushing podem começar a aparecer.

Por isso, portadores de doenças que costumam ser tratadas com corticoide apresentam mais risco de desenvolver a síndrome. Artrite, artrite reumatoide, asma e lúpus são alguns exemplos dessas doenças.

A síndrome de cushing também é mais comum em pessoas obesas e diabéticas, além de acometer mais mulheres (propensão três vezes maior) do que homens, na faixa dos 20 aos 50 anos de idade. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolver a doença.

Sintomas da síndrome de cushing

Os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa. Veja quais são os mais comuns:

  • Acúmulo de gordura corporal;
  • Aumento repentino de peso;
  • Estrias avermelhadas na pele, principalmente nas regiões do abdômen, coxas, seios e braços;
  • Pele frágil;
  • Cicatrização lenta;
  • Pele oleosa e propensa à acne.

Os sintomas também variam de acordo com o sexo do paciente. Nas mulheres, além dos sintomas descritos acima, podem ocorrer o desenvolvimento de pelos no rosto e corpo (hirsutismo) e períodos menstruais irregulares ou ausentes.

Nos homens, a síndrome de cushing também pode causar disfunção erétil, diminuição da libido e da fertilidade.

Podem ocorrer também outros sintomas menos específicos, como fadiga, fraqueza muscular, depressão, ansiedade, irritabilidade, dificuldades cognitivas, pressão arterial elevada, intolerância à glicose, dor de cabeça e perda óssea.

Diagnóstico e tratamentos

A síndrome de cushing é de difícil diagnóstico, já que seus sintomas são muito semelhantes aos de outras doenças como o hipertireoidismo, por exemplo.

Além disso, não existe um exame capaz de comprovar com 100% de certeza se um paciente tem ou não a doença. Por isso, são feitos diversos testes para diagnóstico, sendo os mais comuns o exame de urina para verificar os níveis de cortisol, a medição dos níveis do hormônio no plasma ou na saliva, o exame de supressão de dexametasona e dosagem de ACTH no sangue.

O tratamento da síndrome de cushing visa a diminuição e estabilização dos níveis de cortisol no organismo, tratando as causas do aumento deste hormônio no sangue.

Se a síndrome foi causada pelo uso de medicamentos com corticoide, o médico deverá diminuir suas doses gradativamente, até encontrar outra forma de tratar a doença que necessitava do medicamento.

Já se a causa for um tumor da glândula suprarrenal, a remoção do tumor pode resolver o problema definitivamente. Se o tumor não puder ser removido, será feito um trabalho a fim de minimizar os sintomas da síndrome de cushing e controlar os níveis de cortisol.

O tratamento costuma ser longo e há uma demora na recuperação do paciente, por isso, recomenda-se adotar alguns hábitos a fim de conviver melhor com a doença, como praticar atividades físicas, adotar uma dieta equilibrada, exercitar o cérebro e a saúde mental e diminuir o desconforto e as dores com banhos quentes e massagens.

A síndrome de cushing é uma doença grave e que pode levar a sérias complicações de saúde. Portanto, é essencial buscar ajuda médica se você sentir os sintomas citados e estiver submetido aos fatores de risco.

Você já conhecia a síndrome de cushing? Tem alguma experiência para compartilhar conosco?

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Sobre o autor

Juliana Mitsuda

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