Doenças Saúde

Síndrome de Guillain-Barré: causas, sintomas e tratamentos

Doença de origem ainda não totalmente conhecida, a Síndrome de Guillain-Barré é uma estranha enfermidade neurológica em que o próprio sistema que deveria proteger o organismo contra ataques externos de bactérias e micro-organismos, os anticorpos, passam a atacar o sistema nervoso periférico, dando início a uma série de sintomas que pode resultar em paralisia de partes do corpo.

Ela começa com inflação dos nervos em regiões próximas à sua origem, junto à medula, e avança com um quadro de complicações que, se não tratado imediatamente, pode transformar-se em fatal. Seu tratamento é hospitalar e a recuperação, que jamais será total, pode levar de algumas semanas a dois e três anos.

Fraqueza muscular leva à paralisia

Embora não se conheça com exatidão sua origem, há pesquisas que indicam que os quadros da doença iniciam-se logo após alguma infecção viral, que pode ser estomacal ou até mesmo uma acne mais aguda. Há cerca de três anos, o Ministério da Saúde brasileiro classificou o Zika vírus como uma das origens principais da doença no Brasil, após pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco. Ou seja, ainda é coisa muito recente entre nós.

É comum que os primeiros sintomas sejam de formigamento, especialmente em braços e pernas e pode começar pelas mãos e pés. Logo após, o corpo começa a sentir fraqueza muscular, chegando a casos de paralisia quase total. A pessoa também começa a ter dificuldades para andar e até para ficar em pé.

Ataque aos músculos provoca formigamento

Ao atacar os músculos, a Síndrome de Guillain-Barré começa pelo revestimento do nervo, aniquilando-o quase totalmente, o que provoca inflamações. Sem sua proteção natural, chamada de bainha de mielina, o nervo para de funcionar e as inflamações podem se propagar para outras partes do corpo.

Sem a bainha de mielina, que o protege, o músculo inflamado também para de receber os sinais nervosos do cérebro e, ao parar de funcionar, provoca fraqueza, formigamento e até sua total paralização. A pessoa afetada pode precisar de cadeira de rodas para se locomover, pelo menos até a cura, que nunca é total pelo menos até agora.



Ataca mais os homens de maior idade

Pesquisas médicas têm indicado que muitas pessoas, dias antes de começarem a sentir os sintomas da Síndrome de Guillain-Barré, passaram por cirurgias ou mesmo infecções, provenientes de vírus como citomegalorius, HIV, Zika vírus ou Dengue, ou, ainda, gastroenterite.

Não há um grupo de risco específico para a Síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, verificações de campo têm demonstrado que pessoas do sexo masculino e de maior idade, já quase idosos, têm sido os mais atacados. Mas, ela já foi diagnosticada até mesmo em pessoas jovens.

Conhecer os sintomas é fundamental

Como é essencial que o tratamento seja iniciado imediatamente após o diagnóstico, para tentar frear o avanço da destruição do sistema nervoso, é preciso estar atento aos principais e primeiros sintomas desta estranha doença.

  • Inicia com fraqueza muscular, normalmente nas pernas e imediatamente chega a braços, pode subir para músculos da boca e face, diafragma e aí iniciam complicações, como perda da fala e dificuldades de alimentação
  • Pode haver dificuldades no controle da pressão arterial, que baixa e sobe
  • O formigamento de braços e pernas normalmente leva à perda de sensibilidade nestes membros
  • Em vez de formigamento, pode haver dormência nos membros e fraqueza
  • Também dores nos quadris, coxas e outros locais, como nas costas
  • Ao atingir o diafragma, a pessoa começa a ter dificuldades para respirar e, neste caso, há necessidade de respiração por aparelhos
  • A pessoa também pode perder o controle sobre fezes e urina, gerando medo, desmaios e até vertigens
  • A tendência é piorar entre 24 a 72 horas, necessitando de imediata assistência médica e hospitalar

Doença exige internação hospitalar

Se a pessoa começar a sentir estes sintomas – um dos primeiros é o formigamento ou dormência de pernas ou braços ou ambos -, é preciso procurar imediatamente assistência hospitalar, para evitar que o quadro clínico se deteriore irreparavelmente.

Ao chegar ao hospital, é bom que a equipe médica já seja informada dos sintomas, que é uma das primeiras alternativas para o diagnóstico correto. Verificados esses sintomas, o médico quase certamente irá solicitar amostra do líquido através de punção lombar, além de exames como ressonância magnética da coluna e exame de sangue para verificar leucócitos.

Uma vez confirmada a doença, o paciente precisará permanecer internado em hospital para receber as devidas atenções. Não tem como voltar imediatamente para casa.

Tratamento inicia por ‘limpar’ o sangue

A princípio, não há cura definitiva para a Síndrome de Guillain-Barré e o tratamento pode ser longo, demorado e, algumas vezes, dolorido. A pessoa atingida vai precisar de ajuda de terceiros, sejam enfermeiros, familiares ou amigos. Não há como esta pessoa conduzir sozinha seu tratamento, porque fica inapta para diversas ações, o que pode incluir a própria locomoção, necessidade de cadeira de rodas e até auxílio para a alimentação.

O tratamento, a princípio hospitalar, é bastante delicado. Um dos primeiros é a plasmaferese, em que o sangue é retirado para que os anticorpos sejam removidos através de uma máquina semelhante à da hemodiálise e, depois, bombeado novamente para o organismo da pessoa afetada. É um processo típico de ‘limpar’ o sangue.

Para a recuperação, vem a fisioterapia

A pessoa sente normalmente muita dor e é tratada, além de outros medicamentos específicos, com anti-inflamatórios e até mesmo, em casos mais extremos, com remédios à base de narcóticos. Tudo para aliviar a dor.

A recuperação é um capítulo à parte e vai depender, em muito, da velocidade com que foi procurada e recebida a ajuda médica. Tratar a doença em seu estágio inicial é fundamental para esta recuperação. Ela pode demorar semanas, alguns meses e até de dois a três anos. Na maioria dos casos, a pessoa sobrevive, mas carrega sintomas da doença e precisará de assistência ao longo do tempo.

Em boa parte dos casos, há a necessidade de tratamento através de fisioterapia para a recuperação das funções dos músculos e até da respiração. É comum a pessoa ficar com alguma sequela quanto à respiração, mas, normalmente, neste caso há cura. E é preciso recuperar as articulações e a força muscular, o que exigirá fisioterapia quase diária por um longo tempo.

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Redação Tudo Ela

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