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Tioglicolato de amônia: saiba tudo sobre essa química para alisamento capilar

Seja por questão de gosto ou praticidade, muitas mulheres aderiram aos cabelos lisos nos dias de hoje para compor o seu visual. Por isso, além dos aparelhos de alta tecnologia criados para facilitar os cuidados com os fios lisos no dia a dia, como o secador e a chapinha, outros produtos surgiram no mercado de beleza para alterar a estrutura da fibra capilar de cabelos ondulados, cacheados e crespos, com o intuito de realizar o sonho do liso perfeito, como é o caso do tioglicolato de amônia.

Aqui no blog, você já conheceu melhor a guanidina, que também é uma das substâncias químicas mais usadas pelas brasileiras para mudar a textura dos fios e promover o alisamento capilar. Agora, no nosso artigo de hoje, você vai conhecer melhor o que é e como age o tioglicolato de amônia nos nossos fios, além de saber para quais tipos de cabelos e técnicas ele é indicado. Vamos lá?

O que é o tioglicolato de amônia?

O tioglicolato de amônia (ou ácido tioglicólico, thioglicolato, sais de tioglicolato, thiolamina, etanolamina, entre outros nomes populares) nada mais é que um ativo químico, da família dos tioglicólicos, que ajuda a mudar a textura capilar, promovendo o alisamento, permanente ou relaxamento do cabelo.

Com o uso dessa química nos salões de beleza, através de escovas progressivas ou qualquer outro tipo de procedimento, é possível favorecer desde uma redução do volume até um efeito liso total dos fios. Na prática, o tioglicolato de amônia age desestruturando as pontes de dissulfeto das células do córtex dos fios, o chamado “coração” do cabelo, que determina o formato dos fios, além da sua cor, força e elasticidade, ou seja, a “identidade” das nossas madeixas.

Como assim?! Para você entender melhor, as pontes (ligações) de dissulfeto (dois átomos de enxofre) são a “base” dos fios. Geralmente, quanto mais enrolado for o cabelo, mais irregulares são essas pontes. E, ao aplicar o tioglicolato nos fios, há uma quebra dessas pontes, abrindo-se o caminho para o córtex (o “coração” do cabelo).

Ao penetrar no córtex, esse ativo químico transforma a cisteína (aminoácido responsável pelo formato e força do fio, que compõe 36% da fibra capilar) em cisteína, o que permite a remodelagem da estrutura do cabelo. Em seguida, após a remodelagem, as pontes de dissulfeto são religadas (parcialmente), com a ajuda de um neutralizante aplicado pelo cabeleireiro. Prontinho!



Sendo assim, ao usar o tioglicolato de amônia, é possível fazer três serviços diferentes no cabelo: relaxamento (indicado apenas para soltar os cachos), permanente (ideal para definir os cachos) ou alisamento de longa duração (liso total). O mais importante a se saber neste momento é que, independente do tipo de procedimento que você escolher, as pontes de dissulfeto das células corticais dos fios que forem quebradas e refeitas com o tioglicolato de amônia não voltarão mais à forma anterior, a não ser que outra alteração química seja feita posteriormente.

Quem pode usar?

Como você deve ter percebido ao longo desse post, o uso do tioglicolato de amônia é indicado para mulheres com cabelos ondulados e cacheados, que queiram alisar os fios totalmente ou apenas soltar ou definir ou seus cachos. No entanto, segundo especialistas no assunto, essa substância química pode ser usada em cabelos que vão dos graus 1 a 4 de ondulação, ou seja, do liso ao cacheado.

Além disso, há restrições quanto à utilização esse ativo nos fios. Ele nunca deve ser aplicado em uma quantidade maior que 50%, nem em madeixas com mechas mais claras que o loiro claro (8.0) ou em cabelos com hidróxidos (como é o caso da guanidina), colorações progressivas com sais metálicos, henna, henê, descolorantes ou quaisquer outras colorações oxidantes com volumagem acima de 20 volumes.

E fique atenta! Se o seu cabelo está danificado, não deve passar por nenhum procedimento com o tioglicolato de amônia ou qualquer outra química.

Tioglicolato X Guanidina: qual é a diferença?

Tanto o tioglicolato de amônia quanto a guanidina são usados comumente nos salões de beleza para realizar procedimentos químicos que alteram a estrutura dos fios, resultando no efeito desejado pela cliente. No entanto, apesar de serem usados para os mesmos fins, existem algumas diferenças entre esses dois ativos químicos, a começar pela formulação e modo de ação nos fios.

Enquanto o tioglicolato pertence à família dos tioglicólicos, a guanidina, por sua vez, faz parte dos hidróxidos, que atuam na retirada de um átomo de enxofre das pontes de dissulfeto, promovendo o alinhamento da fibra capilar e, portanto, redução do volume do cabelo. Por isso, essa substância química é considerada mais “forte”, sendo mais recomendada para mudar a estrutura de fios com grau de ondulação que vai do 4 ao 8, ou seja, dos cacheados até os supercrespos.

Assim como o tioglicolato de amônia não é compatível com hidróxidos, a guanidina também é incompatível com nenhum componente da família dos tioglicólicos, além de colorações progressivas com sais metálicos, descolorantes, henna, henê e outras colorações oxidantes com volumagem acima de 20 volumes. Então, resumindo, tioglicolato e guanidina são incompatíveis!

 Quais são as vantagens de usar tioglicolato de amônia?

Assim como a guanidina, o tioglicolato de amônia é considerado uma química “limpa” por não agredirem muito a fibra capilar, uma vez que as suas moléculas (menores que as dos hidróxidos) permitem retirar poucas proteínas e água dos fios. Então, dentre todos os tipos de químicas que podem ser usadas para alterar a textura do cabelo, o tioglicolato é o mais recomendado para manter a saúde dos fios, dentro do possível.

No entanto, é bom que você saiba que, apesar de ter essa vantagem, o pH desse ativo químico é alcalino, ou seja, menor que 9,5. Logo, pode-se dizer que o seu uso provoca o ressecamento e enfraquecimento dos fios, além de causar o desbotamento da cor das madeixas, seja esta natural ou tingida.

Por isso, não deixe de cuidar do seu cabelo após investir em algum procedimento químico que utilize o tioglicolato durante a sua aplicação. A seguir, você vai conferir algumas dicas para cuidar do cabelo depois de usar tioglicolato de amônia.

 Cuidados com o cabelo após a aplicação

Enfraquecimento e ressecamento são os dois principais efeitos negativos do uso do tioglicolato de amônia no cabelo. Por isso, o ideal é apostar em hidratações e nutrições semanais, de preferência, com produtos específicos para cabelos quimicamente tratados. Fazer uma reconstrução capilar a cada 15 dias, pelo menos, também é importante para recuperar a saúde da fibra capilar.

Por isso, para não se esquecer de cuidar do cabelo seguindo essa rotina de tratamento, aprenda agora mesmo a fazer o seu cronograma capilar, ok? Além disso, será necessário evitar a aplicação de outras químicas no cabelo por cerca de 6 meses, especialmente se estas forem à base de hidróxidos, como é o caso da guanidina. Não se esqueça que o tioglicolato também é incompatível com colorações progressivas com sais metálicos, descolorantes, henna, henê e outras colorações oxidantes com volumagem acima de 20 volumes.

Evite, ainda, a exposição solar sem a aplicação de um bom protetor solar para cabelo e, também, frequentar piscinas ou tomar banhos de mar, pois o cloro e o sal da água podem danificar os seus fios quimicamente tratados.

E aí? Gostou de saber mais sobre o tioglicolato de amônia? Você já usou no seu cabelo? Então, compartilhe!

Até a próxima!

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Sobre o autor

Raiane

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