Comportamento Maternidade

5 sinais de que você trata seu filho como um bebê

A criação dos filhos possui principalmente dois estilos diferentes. Enquanto de um lado existem os que são a favor de pequenas punições e alertam para os pequenos mimados, existem os que defendem a criação com apego, com base no diálogo e no respeito.




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Dar limites aos filhos não significa que você terá de ser uma megera com eles. Da mesma forma, repreender de forma respeitosa, entendendo que seu filho possui sentimentos com os quais está aprendendo a lidar, especialmente após os 2 anos de idade, não fará com que ele se torne um rei dentro de sua casa.

Como tudo na vida, a questão central é o equilíbrio. Neste artigo, veja 5 sinais de que você trata seu filho como um bebê e compreenda onde você pode estar errando a mão ao protegê-lo demais.

Infantilização e a dose necessária de luta

Antes de saber quais são exatamente os sinais de que você trata seu filho como bebê, é importante saber de onde vem esses critérios.

No livro As 7 piores coisas que os pais fazem, escrito pelos psicólogos John e Linda Friel, e publicado no Brasil pela Editora Cultrix, os espacialistas explicam que quando você (pai, mãe ou cuidador) protege demais a criança, impedindo que ela consiga enfrentar desafios, na realidade, por melhores que sejam as intenções, só prejudica os pequenos:

Quando nossos filhos não precisam lutar, eles não crescem. Já que a vida nos oferece oposição em muitas frentes, a pessoa que não tiver capacidade de luta e que não consiga sentir prazer e satisfação quando estiver empenhada nisso achará a vida cruel e deprimente, o que é uma infelicidade, já que as pessoas que aprenderam a lutar sentem, muitas vezes, a vida desafiadora e excitante” (p. 36).

A geração canguru

Atualmente somos testemunha de uma geração de jovens que não querem sair da casa dos pais, a chamada geração canguru. De acordo com o IBGE, esse fenômeno é mundial e indica, no Brasil, uma parcela da população que em 2013 possuía entre 25 e 35 anos.




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É verdade que esse fenômeno é resultado de uma geração que possui dificuldade de assumir todas as responsabilidades domésticas e financeiras de sua vida. No entanto, esse grupo também tende a investir mais nos estudos.

Nosso objetivo aqui não é dizer que a geração canguru é mimada ou que eles são sensatos ao escolher estudar enquanto podem dividir as responsabilidades com os pais. A questão é entender o que você deseja para seu filho e também o que você deseja para você mesma no futuro.

Até porque seus filhos podem morar contigo por um tempo maior do que o esperado, mas se eles fizerem isso sabendo cuidar de si mesmos e administrando bem suas responsabilidades, tudo será muito mais fácil e agradável para vocês.

Agora, vamos aos sinais de que você está tratando seu filho como um bebê:

5 sinais de que você está tratando seu filho como um bebê

Se seu filho não é mais um bebê, ou seja, já tem mais de 2 anos, a dificuldade de dizer não pode ser muito danosa. Antes dos 2 anos de vida, faz pouca diferença, já que eles pouco compreendem o não. O ideal nesta fase é afastar a criança daquilo que é prejudicial ou inadequado para ela enquanto oferece outras opções.




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Após os 2 anos de vida algumas mudanças cognitivas acontecem. O desenvolvimento do cérebro da criança possibilita a manifestação de emoções mais fortes e aprender a entendê-las e administrá-las de forma saudável é essencial. Numa entrevista sobre birra de criança, o especialista Dr. Daniel Becker nos deu alguns detalhes sobre como ensinar a criança a lidar com as emoções. Veja:

1. Você possui muita dificuldade em dizer não

Dificuldade de dizer não pode causar muitos efeitos. Alguns pais dizem não e, em seguida, voltam atrás. Outros sequer conseguem formular uma negativa, abrindo margem para negociação em todas as circunstâncias. Há, ainda, os pais que simplesmente permitem que os filhos façam o que querem e lidam com as consequências disso.

Esse problema pode acontecer não apenas na infância, mas se manifestar ao longo da vida. Pode ser uma criança de 5 anos que não consegue esperar alguns minutos antes de receber algo que pediu. Até uma mulher ou homem de 21 anos que não sabe lavar a própria roupa ou não consegue preparar um jantar.

Ao evitar dizer não, você deixa de dar limites aos filhos e acaba sendo escrava dessa relação. Quanto menos nãos eles receberem, mais dependentes eles serão de você no futuro. Nas palavras dos especialistas: “As crianças se sentem mais seguras e muito mais saudáveis quando há um ritmo regular em sua vida” (p. 37).




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2. Você os protege demais

Educar os filhos é uma tarefa trabalhosa. Permitir que eles aprendam coisas novas requer paciência e disciplina. Ás vezes, na correria do dia a dia, é muito mais fácil fazer as coisas por eles do que dar a oportunidade para que eles aprendam a fazer por si próprios.

Proteger demais os filhos pode começar com coisas simples, como não permitir que eles tentem dar os primeiros passos por medo de que caiam. Pode ser amarrar os sapatos para eles, mesmo quando já estão com 5 anos de idade e já deveriam ser capazes de fazê-lo por conta própria.

Proteger demais um filho acontece quando você faz os trabalhos escolares por ele. Pode ser, ainda, se transformar na melhor amiga da sua filha que possui um problema grave de timidez e não consegue fazer amigos.

Mais tarde, proteger os filhos pode ser bater de frente com professores e outros profissionais da educação que apontam uma crítica a eles. Quando isso ocorre, você nega a oportunidade do pequeno de reconhecer seus erros e mudar de postura.




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Ou, ainda mais para frente, pode ser arranjar um advogado para livrar seu filho de uma multa por excesso de velocidade, mesmo sabendo que ele cometeu a infração.

3. Você quer dar ao seu filho tudo aquilo que você não teve

Quando nós passamos por momentos difíceis, com privação ou uma criação mais restritiva e sem diálogo, é normal que tomemos, pelos menos das posições: ou queremos fazer o oposto ou queremos fazer o mesmo.

Fazer o oposto é uma postura de revisão e crítica ao que não funcionou na criação que nossos pais nos deram. Isso é muito válido e demonstra uma visão de alguém que quer evoluir. No entanto, evoluir na criação dos filhos em relação ao histórico familiar deve ter equilíbrio, certo?

Então, se você não tinha muitos brinquedos quando era criança, pode estar tentando compensar isso enchendo seu filho de produtos que, muitas vezes, ele nem quer tanto assim.

Ou se você não teve oportunidade de comer algumas guloseimas que cobiçava quando criança, a tendência é que tente compensar isso deixando seu filho comer tudo que deseja. Mesmo que esses alimentos sejam nutricionalmente vazios.

Se você teve uma criação muito rígida e violenta, pode ser que queira compensar isso não entrando em qualquer tipo de conflito com seu filho. Essa ideia de lhe causar algum sofrimento parecido com o que você já passou é assustador e poderia fazer com que você se sentisse muito culpada.

Entende que em todos esses exemplos a atitude frente aos filhos aparece como uma forma de compensar coisas do seu passado? Talvez seja hora de pensar no que é possível fazer de melhor daqui para frente e não apenas em relação ao que você viveu.

4. Seu filho não tem um horário para dormir

Seu filho não possui um horário para dormir, fica até altas horas na televisão ou nos aparelhos eletrônicos (vídeo game, tablet, celular)? Quando está na hora de acordar ele resiste, tem sono durante as aulas ou até mesmo dorme na escola?

Bem, ele parece estar aprendendo coisas novas nesses programas educativos, não é mesmo? É bom que ele domine as ferramentas tecnológicas para ter uma boa inclusão na sociedade no futuro, certo? A resposta é sim e não.

Sim, seu filho recebe bons estímulos com essas tecnologias e, sim, ele está aprendendo a lidar com elas desde cedo. Mas, será que ele não está recebendo estímulos demais? Será que essa falta de limites não está prejudicando seu sono, seu desenvolvimento e sua capacidade de aprendizado no ambiente escolar? Será que ele não poderá aprender a lidar com a tecnologia de uma forma mais saudável se ele entender que existe um equilíbrio que precisa ser respeitado ao lidar com elas?

Toda criança precisa de limites. Entender que existe uma fronteira entre o que se pode ou não fazer é algo que enriquece a percepção da criança em relação ao mundo. Afinal, quando ela crescer poderá se dar conta da natureza desses limites e, com inteligência e senso crítico, questionar alguns desses paradigmas. Mas isso é algo que ela terá de vivenciar no futuro, quando já estiver madura o suficiente para isso.

5. Você elogia seu filho para aumentar sua autoestima

Ou você tem medo de arrasar a autoestima de seu filho ao criticá-lo. Isso é normal, principalmente se você recebeu críticas injustas e uma certa perseguição quando criança.

Tudo que seu filho faz é uma deixa para dizer o quanto ele é inteligente, esperto, bonito, especial e amado. E você faz isso com as melhores das intenções, com certeza.

Com o tempo, você começa a perceber que muitas vezes seu filho começa a fazer algo e para, esperando pelo elogio. De repente você se dá conta de que ele se acha tão inteligente e esperto que nem precisa fazer os deveres da escola ou nem precisa estudar tanto para as provas.

Com o tempo, ele pode acreditar que nem precisa lutar tanto pelas coisas, afinal, ele é especial e amado. O que pode dar errado?

Mais uma vez a questão é encontrar o equilíbrio. No artigo a seguir, no item #8 você vê mais detalhes sobre como fazer elogios eficientes:

 

E aí, você acha que trata seu filho como um bebê? Se sim, o mais certo a fazer é evitar a culpa e pensar em soluções. Criar os filhos com responsabilidade é evitar problemas e sofrimentos. Ninguém disse que seria fácil, no entanto, é possível e você é capaz. A mudança não acontece de uma hora para outra e, caso você sinta necessidade, procure a ajuda de um especialista, como um psicólogo ou terapeuta.

E para que você pense em algumas questões para melhorar, preparamos este artigo aqui. Confira:

Fonte: Este artigo foi inspirado no capítulo 3 do livro As 7 piores coisas que os pais fazem, escrito pelos psicólogos especialistas John C. Friel e Linda D. Friel, da Editora Cultrix.

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