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Urticária: causas, sintomas, cuidados e tratamentos

A irritação cutânea, chamada de urticária, é caracterizada pelo surgimento de vergões arredondados e avermelhados na pele e por uma coceira forte e constante.

Problema mais comum do que imaginamos, a urticária chega a atingir uma em cada cinco pessoas em pelo menos um momento da vida, e por este motivo existe até um dia (1º. de Outubro) dedicado mundialmente a se conscientizar sobre esta questão.

Para entender melhor o que causa e como tratar a urticária, preparamos este texto com as principais informações dadas por especialistas no assunto.

Principais causas da urticária

Reações alérgicas costumam ser as principais causas para o surgimento da urticária. Ao apresentar uma reação alérgica, nosso sistema imunológico libera uma substância chamada de histamina que causa a dilatação e o aumento da permeabilidade de pequenos vasos sanguíneos. Isto provoca inchaço e coceira em algumas regiões da pele.

Portadores de algumas doenças também tem uma chance maior de desenvolver urticária. Entre elas estão HIV, hepatite, linfomas, lúpus e outras doenças autoimunes ou que diminuem a imunidade do organismo.

Os principais causadores destas alergias costumam ser alguns tipos de alimentos, medicamentos e outros elementos como produtos químicos.

Fatores emocionais também podem contribuir para o aparecimento da urticária. Pessoas que vivem sob fortes pressões emocionais como luto, estresse, ansiedade podem vir a manifestar os sintomas da urticária sob a pele. Para este tipo de lesão a denominação mais utilizada é a de urticária nervosa.



Sintomas da urticária

Vergões vermelhos sob a pele são os primeiros e mais evidentes sintomas da urticária. Estas lesões da pele normalmente incham a região a afetada e trazem um grande desconforto para a pessoa. Qualquer parte do corpo pode ser afetada em pequenas partes isoladas ou em grandes regiões da pele formadas pela junção de várias placas atingidas pela urticária.

Normalmente, a urticária dura menos de 24 horas em uma mesma região da pele, depois o inchaço some e a lesão reaparece em outra parte do corpo.

Uma forte necessidade de coçar a pele afetada é outro sintoma apontado no diagnóstico de urticária. Sensação de ardor e queimação são outras queixas muito comuns entre pessoas que sofrem com estas lesões.

Em algumas pessoas o aparecimento da urticária vem acompanhado de angiodemas que são lesões profundas nos lábios, pálpebras e língua. Este sintoma pode agravar o quadro do paciente e deve ser imediatamente comunicado a um médico.

Os sintomas da urticaria podem atingir pessoas de qualquer idade, incluindo crianças, entretanto o maior índice de ocorrência está entre os adultos e os idosos.

Tipos e duração da urticária

A urticária mais comum é também a que se resolve mais rapidamente sem deixar sequelas. Geralmente, uma crise de urticária varia entre algumas horas e pode chegar à cinco ou sete dias. Ao fim deste período, elas costumam desaparecer e não deixam marcas sob a pele.

A literatura médica costuma classificar os tipos de urticária de acordo com a causa e o tempo de duração da crise. Em relação a causa, existem dois tipos de urticarias: induzidas e espontâneas.

As urticárias induzidas são aquelas que ocorrem em razão de uma alergia a algum alimento, infecção, drogas e até excesso de estímulo como frio, calor ou pressão.

Já as urticárias espontâneas são assim chamadas quando o médico não consegue determinar com precisão o motivo que tenha levado ao aparecimento da enfermidade.

A classificação em relação ao tempo de duração divide a urticária entre aguda e crônica. O tipo agudo é aquele que desaparece em um período menor do que seis semanas. Se a urticária persiste por um tempo maior do que este ela é chamada de crônica.

Tratamentos para urticária

O primeiro procedimento do médico é avaliar a pele afetada para determinar se realmente se trata de urticária e caso afirmativo, determinar de qual o tipo se trata.

Em alguns casos, além da avaliação clínica e visual por parte do médico, se faz necessário a realização de alguns exames de imagem ou laboratoriais para se realizar um diagnóstico preciso de urticária.

Investigar o histórico de saúde do paciente e se há ocorrência de casos parecidos na família são outras estratégias utilizadas pelos médicos para definirem o diagnóstico.

Os medicamentos mais comuns trazem em suas formulações princípios anti-histamínicos ou corticosteroides. Além da prescrição de algum remédio é comum que o médico recomende que o paciente adote uma dieta alimentar balanceada e procure ter hábitos de vida mais saudáveis.

Uma recomendação muito comum e eficaz para aliviar os sintomas e diminuir o inchaço da pele lesionada é aplicar compressas de água fria sob a região afetada. Já para o alívio da coceira recomenda-se banhos frios ou mornos, se possível de banheira.

Para não aumentar o desconforto da pele não se deve utilizar roupas apertadas ou quentes. O uso de tecidos leves como algodão ou que propiciem a ventilação ajudarão a pele a se recuperar mais rapidamente.

Prevenção da urticária

Identificar a causa principal que gera urticária é o melhor método de prevenção para evitar a recorrência de aparecimento de lesões. Se você reconhece o que te provoca alergias evite isto a todo custo, isto poderá te salvar de urticárias.

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, sucos artificiais, refrigerantes e alimentos industriais também é necessário para evitar o risco de alergias e o aparecimento de novas urticárias.

Ovos, peixes, frutos do mar e até chocolates são outros causadores de alergias em algumas pessoas e possíveis motivadores para o surgimento destas lesões de pele.

Procurar ter uma qualidade de vida que proporcione menos situações de estresses é outra boa recomendação para diminuir muito o risco de ter urticária.

Cuidados com a urticária

Se a urticária não for tratada adequadamente o quadro pode evoluir para sintomas mais graves que podem até colocar a vida da pessoa em risco. Entre estes agravamentos dos sintomas estão dificuldade de respirar ou bloqueio das vias aéreas. Portanto, se estes problemas ocorrerem procure imediatamente um médico.

É sempre bom ressaltar que somente um médico especialista poderá realizar um diagnóstico preciso sobre a sua situação e prescrever o tratamento mais adequado de acordo com as suas características e condições de saúde.

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